ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil
Enviada em 06/09/2022
Ao longo da História, diversas figuras femininas atuaram no âmbito da saúde, desde Anna Nery na Guerra do Paraguai, até a contemporaneidade, com as pesquisas de Adriana Melo, contribuindo para o avanço dessas ciências. Em contraponto, no Brasil atual, essas personalidades não recebem os devidos reconhecimentos por seus feitos. Desse modo, torna-se urgente explicitar as principais causas desse problema: o machismo estrutural e a falta de informação.
Diante desse cenário, cabe afirmar que o comportamento sexista é um impulsionador direto para a falta de reconhecimento da mulher na saúde. A respeito disso, é lícito dizer que o machismo é a atitude de tratar as mulheres de forma desigual por conta de seu sexo. Dessa forma, quando essa atitude é incorporada na sociedade brasileira, toda sua estrutura se desenvolve para replicação desse comportamento. Sendo assim, a contribuição feminina na saúde é ofuscada pelo machsimo estrutural, que desconsidera suas contribuições e marginaliza seus feitos. Dessa maneira, torna-se evidente o combate à misoginia estrutural na sociedade brasileira.
Ademais, é importante citar que a ignorância também é uma causa direta da problemática discutida. Isso porque o acesso à informação é um aspecto primordial para o desenvolvimento social da população, indo ao encontro do pensamento do filósofo Kant, que afirma: “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Desse modo, a falta de informação da população acerca dos feitos e contribuições femininas na saúde faz com que essas personalidades não recebam devido reconhecimento por seu trabalho, sofrendo um processo de invisibilidade na sua área de atuação. Fica explícito, portanto, a necessidade de informar a população acerca das contribuições femininas na saúde.
Em suma, fica evidente que a desconsideração feminina na saúde é um complexo problema. Diante disso, cabe ao Estado, responsável pelos serviços da sociedade, combater o machismo estrutural, por meio de políticas públicas, visando criar uma sociedade igualitária. Além disso, a Mídia deve atuar no processo de informação populacional por meio de propagandas e ficcção engajada, objetivando criar uma sociedade informada. Dessa forma, a questão será atenuada.