ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 15/09/2022

A pesquisadora mãe

A Constituição da República Federativa do Brasil, mais importante documento jurdico do país, de 1988, assegura, no artigo sexto, os direitos sociais, como à saúde e a educação, importantes no desenvolvimento socioeconomico e na promoção da igualdade de acesso. Em paralelo, a esse crescimento, existe, entretanto, a produção heterogênica do conhecimento científico. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a disparidade de gênero na ciência e os impactos da pandemia na vida das pesquisadoras.

Ademais, é indúbitável a falta de condições de participação partitária das mulheres na formação da ciência e nos programa de pós-graduação é reflexo de um ambiente dissonante na produção do saber no Brasil, conforme revelou o Movimento Parent in Science - responsável por levantar discussões acerca da maternidade e a paternidade dentro da ciência no país. Dessa forma, segundo o movimento e a Politica Nacional por Amostra de Domicilios (Pnad), de 2019, pode evidenciar a perene naturalização da função de cuidadora, ocupada pelas mulheres na estrutura socientária, prejudicando o seu desempenho na área da ciência. Portanto, a diferença se agrava quando ocorre o adoecimento ou nascimento de um integrante da familia, gerando a necessidade do cuidado e como consequencia na redução das publicações cientificas por parte delas.

Outrossim, o notório sistema patriarcal presente na sociedade e o isolamento social causado pela pandemia do coronavirus. Desse modo, concentrou também na mulher a responsabilidade pelo provimento domiciliar da educação e terapêutico das crianças, ampliando as condições já desiguais de concorrer às vagas, bolsas e aos editais de pequisa. Sendo assim, as desigualdades na produtividade das cientistas decorrente de gênero, pelo processo de saúde-doença familiar e, por fim, a menor disponibilidade de tempo laboral.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham a cercear às barreiras da mulher no mercado de trabalho. Por coseguinte, cabe aos Ministérios da Saúde e Educação, fazer politicas, por meio de projetos inclusivos, a fim de que as cientístas possam conciliar a necessidade familiar com o trabalho. Somente assim, atendendo aos princípios da carta magna, será possivel construir um país mais igualitário e com sólidos valores sociais.