ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 25/10/2022

Marie Curie foi a primeira cientista mulher a receber o prêmio Nobel de química. Entretanto, apesar de diversas pesquisadoras terem exercido papéis de extrema importância no meio científico, apenas Marie rompeu estigmas e obteve o mínimo prestígio. Em concordância à essa realidade, é triste perceber que, na atual sociedade brasileira, a falta de reconhecimento das profissionais da saúde permanece devido ao pensamento machista e à falta de investimento para pesquisas em tal área. Desse modo, o debate sobre essa problemática é imprescindível para a diminuição da desigualdade de gênero.

Sob esse viés, percebe-se que o pensamento machista está intrinsecamente ligado à falta de reconhecimento dos trabalhos científicos produzidos por mulheres. Em contrapartida ao fato, a Constituição Federal de 1988 garante a igualdade dos indivíduos perante a lei. Entretanto, de maneira contrária ao exposto, na sociedade brasileira a desigualdade de gênero no âmbito acadêmico torna-se cada vez mais acentuada. Dessa forma, a desestruturação da mentalidade patriarcal é um caminho viável para findar esse problema histórico.

Outrossim, nota-se que a falta de investimento público para o meio acadêmico feminino corrobora a permanência dessa mazela social. Nesse contexto, o Movimento Feminista busca a igualdade de gênero na prática dentro da sociedade. De maneira semelhante, o Estado deve pautar seus gastos no tratamento isonômico, de forma que destine verbas para trabalhos científicos realizados por mulheres. Assim, então, a igualdade na esfera científica passará apenas a ser questão de tempo.

Portanto, conclui-se que a falta de reconhecimento da classe científica feminina é resultante do pensamento machista na sociedade brasileira e do escasso investimento do Estado. Desse modo, faz-se necessária a ação do Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, na criação de programas de incentivo às pesquisas produzidas por mulheres na área da saúde, como políticas públicas de apoio, com o objetivo de equalizar o meio acadêmico. Feito isso, os caminhos para uma sociedade mais igualitária estarão traçados.