ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 08/11/2022

Nos primórdios da ciência moderna, na primeira metade do século XX, Rosalind Franklin descobriu a estrutura do DNA. Porém, seu trabalho foi plagiado por homens que levaram todo o crédito. De maneira análoga, ainda há no contexto hodierno do Brasil mulheres que lutam para manterem suas pesquisas científicas. Desse modo, eleva-se a problemática do reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil, que se torna cada vez mais difícil, seja pela desigualdade de direitos, seja pelo ambiente machista.

Em primeira análise, é importante destacar que há uma discrepância nos direitos trabalhistas de mulheres e homens. Assim prova-se ser, porque de acordo com a bióloga Bertha Lutz: “recusar à mulher a igualdade de direitos é denegar justiça à metade da população”. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que a desigualdade de salários; o favoritismo para homens e a falta de financimento das pesquisas, torna difícil a permanência das cientistas da saúde brasileiras em seus cargos. Dessa forma, é nocivo que não haja um reconhecimento devido de toda a contribuição das mulheres para as ciências da saúde.

Outrossim, vale enfatizar que o meio científico brasileiro é hostil e machista, com destaque para hospitais, clínicas e laboratórios. Segundo dados dos Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístico (IBGE), 8 em cada 10 mulheres que trabalham nesses ambientes relatam serem vítimas de assédio e/ou ataques misóginos. Assim sendo, o trabalho feminino é prejudicado de forma signitiva por esses fatores, o que atrasa as pesquias e prejudica a permanência das cientistas em seus empregos. Logo, é inaceitável que o ambiente de trabalho seja inseguro para as pesquisadoras.

É indispensável, portanto, a adoção de medidas capazes de atenuar as desigualdades e garantir um ambiente seguro de trabalho. Nesse sentido, o Governo federal por meio do Ministéiro da Saúde deve criar um programa de regulamentação do cientista. Tal ação deve criar o piso salarial do cientista brasileiro, além de um disque-denúncias específico para ambientes da saúde. Espera-se com isso que mais meninas se inspirem nas agentes da saúde brasileiras e se tornem grandes cientistas.