ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 10/11/2022

De Cuidadora a Mulher Maravilha

A sociedade instituiu a mulher o papel social de cuidadora da família. Em função deste e do instinto maternal naturalmente atribuido a ela, ao longo da história da humanidade notou-se a presença feminina nas funções relacionadas ao cuidado com o próximo, por exemplo, o de enfermeira nas guerras. Em contrapartida, quando são estudadas as guerras nas escolas brasileiras, em nenhum momento é atribuido algum tipo de reconhecimento da contribuiçao feminina nas ciências da saúde nestes episódios. Assim, isso contribui para continuar alimentando uma sociedade patriarcal que não valoriza as mulheres na ciência e acaba por diminuir o empoderamento feminino.

Primeiramente, as mulheres sofrem muita desvalorização no campo das ciências em geral, sendo muito importante trazer para as escolas exemplos reais de figuras femininas que revolucionaram este meio. Um exemplo de mulher que conseguiu contribuir com a área da saúde foi Anna Nery. Esta trabalhou como enfermeira do Exército Brasileiro durante a Guerra do Paraguai e melhorou as condições sanitárias de seus pacientes, mesmo com poucos recursos. Desta forma, garantiu que não fossem disseminadas doenças contagiosas, agravando o quadro dos que necessitavam de ajuda naquele momento.

Também, é muito importante o reconhecimento das contribuições femininas na área da saúde para garantir o empoderamento das meninas e mulheres. Este é um dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável, a Agenda 2030 da ONU. Tal empoderamento mostra às meninas que a mulher consegue fazer a diferença por onde ela passar, com determinação, confiança, respeito e valorização. Desta forma, elas terão uma nova concepção das profissionais de saúde, vendo-as como super heroínas modernas.

Logo, cabe ao Governo Federal o desenvolvimento de um projeto para implementação da temática da valorização feminina nas ciências da saúde e gerais, por meio da reformulação da matriz curricular pelo Ministério da Educação e dos demais órgão competentes, a fim de garantir a valorização das conquistas femininas e a formação de mulheres mais empoderadas.