ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil
Enviada em 21/07/2023
Na emblemática obra “1984” de George Orwell, é retratado um sombrio cenário de direitos e liberdades sociais suprimidos. Contrariamente à Constituição Federal de 1988, que assegura a igualdade de direitos e oportunidades como inalienável para todos os brasileiros, nota-se um cenário paradoxal no que concerne à contribuição das mulheres nas ciências da saúde. A análise deste cenário torna-se crucial, especialmente considerando a luta histórica feminina por equidade profissional e o papel desempenhado por essas profissionais durante a pandemia.
Em primeiro lugar, é importante destacar a ausência de políticas eficazes do governo para abordar a disparidade de gênero nas ciências da saúde. Ao investigar as causas deste fenômeno, observa-se que preconceitos e estereótipos tendem a desestimular ou dificultar a participação ativa das mulheres neste campo. Este contexto viola o “contrato social”, como defendido por John Locke, onde o Estado deveria garantir que os cidadãos desfrutassem de direitos indispensáveis, como a igualdade de oportunidades. Tal violação é consequência da ausência de ações afirmativas do Estado para mitigar este sério problema de desigualdade de gênero.
Além disso, é indispensável enfatizar a capacidade e a competência das mulheres como uma força propulsora que intensifica a qualidade dos serviços de saúde. De acordo com pesquisas, unidades de saúde com equipes diversificadas tendem a ter melhores resultados no tratamento de pacientes. Esta situação é altamente preocupante, pois a falta de reconhecimento do papel das mulheres na saúde, restringe o potencial de aperfeiçoamento do sistema de saúde, acendendo um alerta para a necessidade de se abordar esta problemática.
Portanto, é imperativo superar esses obstáculos. Para isso, o Governo do Brasil, por meio do Ministério da Saúde e da Educação, deve implementar ações de incentivo à participação das mulheres nas ciências da saúde, como a criação de programas de bolsas de estudo, e de políticas de combate ao assédio e discriminação no ambiente acadêmico e profissional. Dessa forma, a sociedade brasileira se tornará mais equitativa, e o Estado cumprirá efetivamente o seu “contrato social”. Assim, a realidade brasileira poderá se distanciar do cenário retratado em “1984” e se aproximar da justiça social da Constituição.