ENEM 2021 (Reaplicação e PPL) - Reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde no Brasil

Enviada em 05/02/2025

Nise da Silveira, foi uma célebre psiquiatra brasileira, que atuou como peça principal na luta antimanicomial do país. Apesar de sua importante trajetória, a história de Nise não é amplamente conhecida no território nacional. Na realidade brasileira, isso pode ser observado, haja vista os desafios para reconhecimento da contribuição das mulheres nas ciências da saúde. Nesse viés, é crucial avaliar as causas do revés, dentre as quais se destacam os escassos investimentos estatais nas áreas educacionais e científicas e por consequência, o pouco incentivo de ingresso de mulheres nessa carreira.

A priori, é fulcral observar como o pouco investimento com a educação por parte do governo configura um cenário negativo para novas contribuições femininas nas ciências da saúde. O educador brasileiro Paulo Freire postulou que “Se a educação sozinha não muda a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa ótica, ao limitar os orçamentos de universidades, organizações de fomento à pesquisa e de hospitais-escola, o Estado também limita o desenvolvimento de todas as cientistas brasileiras.

Por conseguinte, em um âmbito de pouco fomento à ciência, não existe incentivo para que mulheres ingressem na área da saúde. Quando a máquina governamental negligencia a pauta de propocionar capital e infraestrutura para ambientes de pesquisa - universidades e hospitais - e bolsas de estudos para pesquisadores, as cientistas naturalmente se sentem desestimuladas.

Infere-se, portanto, que urge a resolução do revés exposto e suas causas: o escasso investimento governamental na área científica e o pouco incentivo de ingresso de mulheres nas ciências da saúde. Para tanto, é necessário que o Ministério da Economia, em conjunto com o MEC - Ministério da Educação -, injetem investimentos em ambientes acadêmicos e de fomento à pesquisa, por meio de verba pública. Ademais,cabe ao MEC a criação de programas que visem atrair mulheres para a área da saúde e que coloquem-as em contato com cientistas brasileiras importantes, para estimulá-las a fazer ciência. Desse modo, novas contribuições serão feitas nas ciências da saúde do Brasil, dando espaço para reconhecimento no país.