ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 27/10/2025
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), todo cidadão tem direito à preservação de sua identidade cultural e territorial, indispensável para o bem-estar social. No entanto, no Brasil, a persistência da falta de reconhecimento cultural revela falhas na efetivação desse direito. Isso decorre principalmente da ineficácia estatal e do racismo e preconceito cultural, que agravam o cenário atual.
Em primeira análise, observa-se que o Estado contribui para a manutenção desse cenário, sobretudo pela falha na valorização cultural. Embora a Constituição Federal de 1988 determine que cabe ao poder público assegurar direito em investimentos em programas na valorização cultural, como escolas e museus trazendo espaço e memória desses povos, porém, a negligência governamental impede essa concretização e agrava o problema social.
Ademais, é importante destacar a influência de aspectos socioculturais nesse contexto, o que pode ser elucidado pela filosofia de Thomas More. Em “Utopia”, o autor defende uma sociedade ideal pautada na justiça e no bem comum. No entanto, a realidade brasileira se distancia desse ideal, visto que a sociedade não contribui para reconhecer a identidade cultural e
territorial dos povos indígenas, Quilombolas, Ciganos, Extrativistas, Pescadores, Terreiros e Ribeiros, o que reforça a permanência dos desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil na atualidade.
Portanto, é essencial que o Ministério dos Povos Indígenas e do Desenvolvimento Social adote medidas produtivas para minimizar os impactos dos Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil. Para isso, deve promover políticas de valorização e igualdade dos povos tradicionais, por meio de campanhas publicitárias, notícias e investimentos culturais, visando acabar com desigualdade identitária social e territorial. Assim, será possível reduzir problemas na desvalorização de comunidades dos povos tradicionais e aproximar o Brasil do ideal de justiça defendido pela ONU.