ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 21/02/2026
Em 1500, os portugueses chegaram ao Brasil e deram início as primeiras formas de discriminação de indígenas em solo brasileiro. Nesse cenário, é observável que esse preconceito se perdura desde do período-colonial, logo, faz-se necessário a luta pela valorização de comunidades e povos tradicionais. Nesse viés, é importante ressaltar que o preconceito e a falta de informação dificulta o reconhecimento e a importância desses povos.
Nesse contexto, é notório lembrar dos africanos e indígenas que foram escravizados durante séculos no Brasil pelos portugueses. Nessa perspectiva, esse período se assemelha ao mesmo episódio de preconceito dos diferentes povos existentes atualmente, pois não são respeitados e reconhecidos, ao contrário, são vistos como inferiores por viverem de forma mais simples, como por exemplo, para terem água precisam buscar no rio, eles não tem água que vem de um sistema planejado de tratamento. Ademais, a sociedade menospreza essas pessoas pelo fato delas serem felizes vivendo de forma humilde, explorarem apenas os recursos que precisam para viver, cuidarem da natureza e pescarem somente o necessário. Dessa forma, é compreendido que viver diferente do todo leva ao preconceito da maioria.
Em segundo plano, a filósofa Simone de Beauvoir diz que “O mais escandaloso dos escandâlos é que nos acostumamos a ele". Nessa conduta, entende-se que nunca houve a valorização e o reconhecimento desses povos e essa situação continua do mesmo jeito que sempre esteve. Entretanto, os indígenas e quilombolas são mais conhecidos e comparação aos outros, porém apesar de serem mais famosos continuam sendo desvalorizados, ou seja, o importante não é conhecer e sim respeitar as diferenças, as culturas e os costumes. Desse modo, a busca pelo respeito as diversidades é maior do que o reconhecimento delas.
Portanto, a fim de acabar com o preconceito e a busca pelo reconhecimento de diferentes povos. É preciso que as escolas (órgão responsável pela educação) criem uma matéria sobre povos originários e contratem professores de história para darem aulas e também contem com a participação desses povos em aulas práticas de debates. Assim, os jovens vão aprender a respeitar a diversidade.