ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 14/11/2022

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a valorização de comunidades e povos tradicionais apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito, quanto da falta de conhecimento.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para se combater os desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais. Nesse sentido, o preconceito interfere no reconhecimento dessas populações, que mesmo no século XXI ainda sofrem discrimações. Essa conjuntura, segundo o filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre seu dever de garantir que esses cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis.

Ademais, é fundamental apontar a falta de conhecimento como impulsionador desses desafios no Brasil. Nesse contexto, poucos brasileiros sabem quais são as comunidades e povos tradicionais do país e suas contribuições para a cultura brasileira. Diante de tal exposto, a falta de conhecimento acarreta na dificuldade para a valorização desses indivíduos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprenscindível que o Ministério da Educação, por intermédio das instituições de ensino ensinem aos cidadãos, através de palestras e da mídias sociais, a importância dos povos tradicionais na história do país, a fim de que eles sejam valorizados. Desse modo, atenuar-se-á em médio e longo prazo o impacto nocivo desse desafio.