ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 13/11/2022

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é isento de defeitos. No entanto, esse cenário não tem se reverberado, com ênfase, na prática quando se observa os desafios para a valorização das comunidades e povos tradicionais do Brasil. À vista disso, faz-se necessário um debate sobre as princiáis causas do revés: ausência de leis e estagnação social.

Nessa perspectiva, a ausência de leis é um agravante do imbróglio. Acerca dessa premissa, é válido destacar o conceito de “instituições zumbis”, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem suas funções. Da mesma forma, no Brasil, os governantes que, por se preocuparem mais com a sua reeleição, acabam não atuando na criação de legislação para diminuir os desafios para a valorização das comunidades e povos tradicionais. Desse modo, as consequências inerentes à essa problemática, a exemplo da diminuição da diversidade cultural, irão persistir em território brasileiro.

Ademais, a estagnação social atua na manutenção do entrave. Sob esse viés, o teórico Mihel Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que os alicerces do poder continuem mantidos. Contudo, na atualidade, percebe-se que a maioria das pessoas preferem não discutir sobre alguns temas, por o considerarem exclusivos para os políticos. Assim, sem mobilização popular, o problema e suas consequências tendem à persistir.

Portanto, medidas são necessárias para ateunar o impasse. Para isso, o Estado, por meio da criação de um órgão público, deve atuar com o intuito de gerar valorização e proteção às práticas e saberes dos povos e comunidades tradicionais de modo que, assim, não corram risco de extinção. Além disso, o governo, junto à representantes populares, deve agir em prol da mobilização popular para temas que lhes dizem respeito para que, dessa forma, os brasileiros entendam a necessidade de “correrem atrás” dos direitos. Assim, espera-se alcançar a sociedade retratada por More, em sua obra.