ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 13/11/2022

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca dos desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil. Isso acontece devido a negligência governamental e ao ritmo de vida acelerado, fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia social.

Em primeiro lugar, segundo o conceito de “banalidade do mal”, cunhado pela filosofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente a sociedade passa a vê-la como banal. Nesse sentido, a negligência governamental pode ser vista como uma atitude hostil á valorização de comunidades e povos tradicionais, que para Arendt, se caracteriza como a trivialização da maldade. Dessa forma, em especial a comunidade ribeirinha é gravemente afetada pela má qualidade da água dos rios do Amazonas, como consequência direta do descarte de rejeitos, como por exemplo metais pesados que são extraídos por empresas.

Ademais, um dos grandes desafios para a valorização dos povos e comunidades tradicionais, é o desconhecimento da população que vive nas grandes cidades, sobre seu estilo de vida e cultura. Segundo a carta dos povos indígenas presente na 26ª conferência das nações unidas sobre mudanças climáticas, tendo como inerente aos povos tradicionais o culto a natureza, abolindo qualquer ação danosa ao meio ambiente. Porém, a população das grandes cidades movida pelo ritmo de vida acelerado “trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana”, ideia que é proposta pela jornalista Eliane Brum, devido a massividade coletiva, os indivíduos são movidos pelo consumismo e desejos pessoais, não se importando com o que acontece ao seu redor. Sendo assim, se tornando refém da alienação.

Logo, cabe ao Ministério de desenvolvimento social firmar parcerias com a indústria midiática, realizando campanhas de conscientização, por meio de curtas-metragens lúdicos, divulgados em plataformas de “streaming” e redes sociais, como Youtube e Instagram, tendo como porta-voz especialistas no assunto, essas ações tem como remediar não somente a negligencia governamental mas também o desconhecimento de parte da população.