ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 14/11/2022
Zygmunt Bauman defende que não são as crises que mudam o mundo, e sim a reação frente a elas. Entretanto, não é possível verificar ação interventiva do Estado no tocante à valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil. Desse modo, deve-se traçar estratégias a partir das causas da adversidade, que são: o ineficaz ensino e o pensamento coletivo atual.
Nesse cenário, a insuficiente instrução é um fator presente no problema. Segundo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. No entanto, o ineficiente ensino nas escolas sobre as populações tradicionais brasileiras faz com que sejam formados cidadãos que desconheçam a importância desses indivíduos para o país e, consequentemente, desvalorizem essas comunidades e povos. Com isso, é preciso que a educação seja vista como ferramenta vital para a construção social desejada.
Ademais, o atual pensamento coletivo é outro fator presente na adversidade. De acordo com Chimamanda Ngozi, a cultura não faz as pessoas, e sim as pessoas fazem a cultura. Assim, o pensamento histórico de valorização exagerada das populações europeias herdada dos tempos de colônia de Portugal faz com que ainda existem pessoas que tenham preconceito com os tradicionais povos brasilianos e, por conseguinte, haja desinteresse da sociedade urbana em preservar outros meios de organização social. Logo, é necessário que a mudança do pensamento coletivo seja vista como prioridade.
Portanto, é vital intervir sobre o problema. Para isso, o Estado deve melhorar o ensino dessa temática nas escolas, por meio de aulas interativas e presencias sobre o assunto, a fim de conscientizar os alunos sobre a importância desses povos e comunidades para o Brasil. Tal ação, pode ainda, contar com propagandas educativas nas mídias de massa para alcançar mais pessoas. Em paralelo, deve-se intervir sobre o pensamento coletivo vigente. Dessa forma, será possível lidar da melhor maneira com essa crise, como defendeu Bauman.