ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 14/11/2022

A filosofia de Tomás de Aquino defende a necessidade de todos serem igualmente valorizados. No entanto, tal valorização não é verificada na realidade brasileira, uma vez que os povos tradicionais do país são tratados com negligência. Nesse contexto, surge um delicado problema que tem como principais causas a insuficiência governamental e o individualismo.

Em primeira análise, é indubitável que a insuficiência governamental está na base do problema. O filósofo inglês Thomas Hobbes afirmou que é função clara do estado promover o bem-estar da população. Tal coisa ão é observada na questão da valorização dos povos tradicionais no Brasil. O estado se encontra em um modo de inércia, não realizando seu propósito social de forma satisfatória. Assim, urge que essa inércia seja dissipada de imediato.

Outrossim, é essencial apontar a falta de engajamento do resto da população com o tema. José Saramago, autor português, menciona em sua obra o conceito de ‘‘cegueira social’’, fruto de um individualismo que apenas atrapalha o progresso, já que cidadãos não afetados diretamente por um certo tema preferem ignorá-lo. A cegueira citada por Saramago precisa ser combatida. Vale mencionar que o Brasil já foi considerado o país mais alienado do mundo, segundo levantamentos feitos pelo instituto Ipsos Mori.

Portanto, tais entraves precisam ser suavizados e faz-se necessária uma intervenção. É primordial que o governo federal, por intermédio de um ministério de direitos humanos, aja diretamente como o intuito de promover a preservação de comunidades e dos povos tradicionais que nelas residem e oferecer apoio. Em paralelo, a mídia deve desempenhar um papel de difundir informações que tragam conscientização aos que preferem fechar os olhos, a fim de reverter a apatia social do grande público. Desse modo, a sociedade caminhará rumo a uma realidade mais justa, com o estado cumprindo seu ‘‘contrato social’’, tal como disse Thomas Hobbes.