ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 14/11/2022
Zygmunt Bauman defende que “não são as coisas que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Entretanto, não é possível observar uma reação interventiva na questão dos desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil. Nesse âmbito, deve-se traçar estratégias a partir da atuação nas causas dos empecilhos: a inércia governamental e a lecuna informacional, atrelada à mentalidade social.
Em primeira análise, vale salientar que o governo possui papel importante no que diz respeito a diminuir as dificuldades para a valorização da sociedade tradicional. Nesse sentido, de acordo com Locke, o Estado é o principal responsável por garantir o bem-estar social. No entanto, percebe-se uma considerável ineficácia legislativa, tornando essa parcela da população vulnerável, sem reconhecimento, e, segundo o IBGE, com a degradação de suas terras cada vez mais grave.
Concomitantemente, o ideal preconceituoso nos pensamentos dos indivíduos torna dificultosos os obstáculos para o entedimento acerca da importância dos povos originários do país. Nesse contexto, na série “Anne with an e”, existe uma comunidade indígena que vive em uma região isolada da cidade, por serem constantemente tratados de forma preconceituosa. Traçando um paralelo, a falta de informações dentro da população brasileira também causa esse tipo de reação frente aos povos tradicionais, se tornando, consoante ao pensamento de Hobbes, seu próprio lobo, já que essa parte dos cidadãos preserva o meio ambiente e os recursos de uso coletivo.
Portanto, infere-se que são necessárias medidas catalisadoras que solucionem os desafios para a valorização dos povos tradicionais do território nacional. Para tanto, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social o investimento na eficácia legislativa e a conscientização da população acerca da importância dos povos, isso, respectivamente, por meio da destinação de verbas e políticas que garantam a preservação e reconhecimento das organizações em questão, e da inserção dessa pauta nas instituições de ensino, através de palestrar e aulas específicas. Tudo isso a fim de que todos os grupos tradicionais sejam valorizados e tratados com justiça e empatia.