ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 14/11/2022
“O amor por princípio, a ordem por base; o pregresso por fim”. Esse lema positivista de August Conte inspirou a célebre frase política “Ordem e Progresso” exposta na bandeira nacional. Porém, o cenário atual representa uma antítese a máxima do símbolo pátrio, uma vez que
No que tange aos povos tradicionais, há pouca valorização, o que reverbera no retrocesso sociocultural. Portanto, faz-se necessário discutir acerca da importância de valorizar tais culturas, bem como o entrave para a representação: omissão social
Primeiramente, vale destacar a importância da representação das comunidades tradicionais brasileiras. Segundo Grada Kilomba, há na sociedade discriminação a certos corpos e determinadas identidades. Nesse sentido, percebe-se a necessidade da valorização de tais culturas, uma vez que a sociedade é preconceituosa quanto à minorias – indíginas e ciganos – por seres diferentes. Logo, fica evidente a importância de tais povos serem representados, pois a valorização combate a discriminação.
Ademais, é fundamental pontuar como a omissão social representa um impecílio a ser superad. Para a filósofa Hanna Arendt, em “Banalidade do Mal”, a massificação da sociedade resultou na alienação dos indivíduos, o que os tornou passivos aos problemas alheios. Sob essa perspectiva, no Brasil, nota-se que as comunidades tradicionais não são valorizadas devido à omissão social, uma vez que, os brasileiros, em grande parte, são indiferentes as dificuldades por essas etnias. Consequentemente, sem a valorização tais culturas são esquecidas e marginalizada pela “maioria”, o que é inaceitável, pois o lema nacional é “Ordem e Progresso” e não retrocesso.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade da valorização dos povos tradicionais> para tanto cabe as Mídias Jornalísticas representar tais minorias - por meio de reportagem que mostrem a cultura e as tradições desses “Brasis” -, bem como cabe ao Ministério da Educação conscientizar a população, principalmente jovens, – por meio de campanhas nas escolas -. Feito isso, haverá a valorização e a defesa dessas culturas.