ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 14/11/2022

Promulgada pela ONU na primeira metade do século XX, a Declaração Universal dos Direito Humanos garante o direto a saúde e ao bem-estar social. Porém, a desvalorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil impossibilita que essa parcela da população possa usufruir desses direitos na prática. Portanto, é essencial analisar os fatos preponderantes desse contexto hostil: o descaso estatal e o pouco contato social com o restante da populção brasileira.

Sob esse viés analítico, cabe elucidar, primeiramente, o descaso estatal como agente possibilitador da problemática. Nesse sentido, segundo o jornalista e filósofo inglês G. K. Chesterton, em sua obra literária “O que de errado no mundo?”, aponta que a sociedade cada vez mais tem se constituido de indivíduos com ideários distintos. Dessa forma, acrescentando a propensão natural ao egoísmo, resulta-se em uma parcela de representantes políticos que se posicionam de forma corporativista, visando pautas que proporcionem retorno de capital político imediato. Com isso, tais personsagens, enquanto poder estatal, dão pouca importância à cultura e história dos povos e comunidades tradicionais, se envolvendo pouco ou nada com ações que buscam satisfazer os anseios do citado coletivo social.

Cabe salientar, concomitantemente, o pouco contato social com as populaçãoes e comunidades tradicionais como propulsor desse entrave. Isso ocorre pois, existe de forma natural a diminuta interação da população geral com os tradicionais, uma vez que, segundo o Ministério Público Federal, estes representam apenas 0,2% dos brasileiros.

Depreende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para a resolusão dessa mazela. Por isso, o governo deve, por meio de Assembleia Constituinte, formada por plebiscito, criar uma nova constituição que visse os anseios e necessidades desses grupos minoritários, a fim de que os direitos universais, como à saude e ao bem estar, sejam garantidos.