ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 14/11/2022

A Constituição Federal de 1988 diz em seu artigo quinto que todos devem ser tratados igualmente. Entretanto, esta não é a realidade de muito brasileiros como os povos tradicionais, os quais existem mais de 26 reconhecidos oficialmente, além dos indígenas e quilombolas como: os pescadores, os ciganos e os ribeirinhos, porém devido a preconceitos históricos e a falta de representatividade pouco se ouve falar deles. Logo, ocasiona-se uma sociedade menos ética e plena.

Sendo assim, destaca-se a histórica desvalorização destas comunidades. Isto posto, o sociólogo brasileiro Florestan Fernandes explana sobre o “Habitus” no espaço social, o qual é a presença de preconceitos que estão enraizados no Brasil e que são intrínsecos aos brasileiros devido a longa exposição destes, a título de exemplo cita-se a invisibilidade legal dos povos indígenas e ribeirinhos que entraram na Constituição do Brasil apenas em 1988, mais de 150 anos após a primeira feita. Evidenciando desta forma, como estes humanos foram desvalorizados e negligenciados durante muito tempo.

Ademais, tal quadro deve ser alterado para desta maneira se alcançar uma sociedade plenamente ética. O filósofo francês Emmanuel Levinas expõe que somente ao existir a aceitação e convívio pacífico e integral com pessoas diferentes de si mesmo é que se atinge o ápice da ética entre os cidadãos. Por conseguinte, é indispensável que haja a valorização dos núcleos de tradição para assim chegar-se em tal estado.

Portanto, ações devem ser tomadas para evitar-se tal conjuntura. Assim, a Câmara dos Deputados Federais, responsáveis pela legislação do país, deve criar um plano de cotas nos vestibulares e concursos públicos para além de pretos, pardo e indígenas, por meio de um projeto de lei , para assim haver uma maior representatividade e discussão sobre estes indivíduos e além disso, cumprir o artigo quinto.