ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 14/11/2022

No livro “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do autor Lima Barreto, o protagonista assume uma postura nacionalista firme, onde preza a valorização de seu país. No entanto, a sociedade brasileira não segue os mesmos valores que Policarpo, uma vez que não dá visibilidade aos povos tradicionais. Nesse prisma, dois aspectos importantes devem ser pontuados: a inoperância do Estado e o preconceito da população perante essa temática.

Em primeira análise, nota-se o descaso do Governo sob os povos originários. De acordo com o sociólogo Zigman Bauman, o capitalismo é um sistema parasitário, pois, prospera durante certo período, desde que haja um fonte de alimento que o sustente. Nessa perspectiva, é possível associar a inoperância do Estado diante das empresas capitalistas que pensam somente no lucro, e não cumprem a legislações vigentes do país relacioadas ao respeito dos territórios dos povos tradicionais brasileiros.

Ademais, é notório que a falta de informação estigmatizada ao corpo social tradicional brasileiro é um problema. Ligado a isso, é possível associar a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500, que durante o processo de colonização, se apropriaram dos territórios dos povos que aqui já habitavam e impuseram uma cultura à força. Assim, lacunas foram deixadas no país, tais como preconceito e intolerância. E, segundo o físico Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que acabar com um preconceito enraizado”.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas com a finalidade de aumentar a valorização dos povos tradicionais brasileiros. O Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve promover palestras e atividades voltadas à cultura e saberes das comunidades tradicionalistas, com o intuito de frisar como estes são importantes na sociedade. Através disso, será possível ter um país mais harmônico e com menos estigmas, assim podendo, se opor ao conceito de Einstein.