ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 14/11/2022

Promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o acesso à educação e bem-estar social. Conquanto, a valorização de comunidades e povos tradicionais brasileiros tem-se passado despercebida nas instituições de ensino básico, acarretando o preconceito com culturas distintas e a estereotipação de certas minorias.

Em primeiro plano, convém enfatizar que a discriminação de povos alternativos representa um impasse para nossa sociedade hodierna. Segundo o filósofo francês Voltaire: “o preconceito é a opinião sem conhecimento”, o que destaca a necessidade da inclusão de tópicos voltados ao ensino cultural e étnico diferentes das comumente vistas no cotidiano, visando expandir os horizontes morais e éticos dos estudantes tal como combater o preconceito existente.

Ademais, também pode ser apontada como causa da problemática a estereotipação de certas minorias, limitando-as a apenas caracterizações festivas ou comidas locais. Diante o exposto, são necessárias medidas preventivas para a desestruturação de tal cenário, na busca de um conhecimento mais aprofundado das culturas afetadas.

Urge, portanto, como essencial a atuação social e estatal para a resolução da problemática. Assim, a Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), juntamente com as escolas, devem propor campanhas e palestras, visando a proliferação de conhecimento sobre diferentes etnias e culturas existentes atualmente. Dessa maneira, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, irá solidificar-se no Brasil.