ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 14/11/2022

Desinformação, restrição, preconceito. Diversos são os obstáculos para a valorização dos povos e comunidades tradicionais no Brasil. Embora seja uma problemática antiga, que vem desde a época do Brasil Colônia, em que esses indivíduos eram submetidos à péssimas condições, nos dias de hoje não é diferente, é uma luta que contou com a participação de Zumbi dos Palmares, líder quilombola que foi morto e teve sua cabeça decepada. Desse modo, o preconceito enraizado, a carência de conhecimento e a restrição educacional desencadeiam inúmeras mazelas no enfrentamento dessa problemática.

Inicialmente, vale ressaltar que conhecer esses povos é entender o nosso país, já que eles são agentes construtores do mesmo. Ademais, essas comunidades que vivem em harmonia com a natureza participam da sociedade economicamente ativa, fortalecendo ainda mais a economia, pois o setor econômico brasileiro gira em torno da parte primária da agricultura.

Outrossim, uma vez que moram afastados dos grandes centros urbanos, esses povos tendem a ficarem restritos à uma educação de baixa qualidade e pouca infraestrutura. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população. Partindo da mesma linha de raciocínio, a falta de investimento nessas comunidades contribui com uma sociedade pouco igualitária, em que quilombolas, indígenas, extrativistas e até mesmo ribeirinhos não terão as mesmas condições de se inserirem no mercado de trabalho que um cidadão nascido e formado na cidade grande. Além disso, o preconceito anda de mãos dadas com a desinformação, de modo que, desde a chegada dos portugueses ao Brasil, das 1000 línguas nativas faladas, restaram apenas 160, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Destarte, faz-se essencial a busca por caminhos que revertam esse cenário. Cabe ao Ministério da Educação, por meio do redirecionamento de verbas, o investimento em educação nessas comunidades e criação e divulgação de cartilhas informativas sobre esses povos, contribuindo com o desenvolvimento de um país mais igualitário.