ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 14/11/2022

“A pior cegueira é a mental, que faz com que não reconheçamos o que temos a nossa frente”, a frase atribuída ao escritor português José Saramago exemplifica o comportamento da nossa sociedade em relação ao problema. Nesse contexto, obtem-se como matriz da desvalorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil a negligência governamental, ignorância e o preconceito estrutural da sociedade. Portanto, é necessário incorporar ao mundo humano do diálogo e da reflexão a valorização desses povos, tomando uma posição efetiva do problema.

Em primeiro plano, é fundamental notar-se como geratriz da desvalorização aos povos tradicionais a negligência governamental. Segundo, à obra “Cidadão de Papel”, escrita pelo sociólogo Gilberto Dimenstain, é retratado uma sociedade que possuí direitos apenas no papel, quando na realidade eram regados por não realizações. Fora da narrativa, o autor retrata nossa sociedade na qual, povos tradicionais como: indígenas, quilombolas e caatingueiros não recebem apoio do Estado como deveriam, já que a criada Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais garante à essa população o seu reconhecimento e preservação.

Outro fator imprescindível a ser citado é a ignorância e o preconceito estrutural da sociedade em relação a comunidades e povos tradicionais. No poema brasileiro “Zazulejo”, o autor retrata a visão de povos caatingueiros, os quais se auto denominam “descartáveis” e “inúteis”. Fora da fixão, é retratado a visão que povos tradicionais e de comunidades adquirem de sí mesmos, pensamento enraízado no que a sociedade deposita sobre eles.

Entende-se, portanto que é necessário a criação de medidas para solucionar a invisibilidade dos povos tradicionais no Brasil. Por meio de criação e implementação de leis e projetos de conscientização da população sobre a importância desses povos advindos do Governo Federal e o Poder Legislativo. Com o fito de, se pense como o ativista negro norte-americano “Eu tenho um sonho”, e se faça possível viver em uma sociedade igualitária e fraterna a todos.