ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 03/12/2022
Em 22 de abril de 1500, a esquadra de portugueses, comandada por Pedro Álvarez Cabral, chegou em solo brasileiro, e então, encontraram povos com uma cultura totalmente diferente da europeia. Desse modo, a partir disso, se iniciou a primeira situação de desvalorização dos povos tradicionais brasileiros, pois os portugueses não respeitaram seu espaço, sua cultura e logo começaram o processo de colonização desta terra e a escravização dos povos indígenas, que tiveram seu território invadido e sua dignidade desrespeitada pela primeira vez.
Em primeira instância, o art. 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direito”. Contudo, esse direito não vem sendo respeitado por grande parte de elite agrária e de empresas que visam somente o lucro e a lógica do mercado e, apoiam ações que ameaçam os direitos e o espaço dos povos tradicionais brasileiros, de acordo com a Carta da Amazônia de 2021 aos participantes da 26ª COP26, gerando assim um desafio para sua valorização.
Além disso, segundo o Ministério Público Federal, as regiões com maior concentração de famílias de povos tradicionais brasileiros, são as menos urbanizadas, como o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste; já as regiões mais desenvolvidas Sul e Sudeste, não são nem mesmo citadas pelo infográfico. Dessa forma, nestas regiões menos urbanizadas, existem grandes fazendeiros com grande concentração de renda e de terras, que pode resultar muitas vezes no desrespeito as comunidades tradicionais e seus territórios por questões de aquisições de mais terras.
Portanto, a fim de buscar a valorização dos povos tradicionais e diminuir o desrespeito que acontece desde a colonização do Brasil, o Estado, por meio de campanhas de conscientização em escolas e locais públicos, deve promover a cultura dos povos tradicionais reconhecendo seus direitos e suas formas de viver. Ademais, a fim de que seu espaço seja respeitado, é dever das Forças Armadas, através de missões de paz, proteger as matas e florestas onde vivem estas comunidades tradicionais, pois assim, certamente sua valorização não será mais um desafio futuramente.