ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 27/11/2022
Durante a colonização do Brasil, houve uma catequização em massa de povos nativos, que muitas vezes eram obrigados à renunciar suas culturas, religiões e tradições, sem liberdade de escolha. Infelizmente, a mancha deixada por esse passado reverbera até hoje, já que existem muitos desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil. Tendo isso em vista, os dois maiores obstáculos para a reversão desse panorama são a falta de participação social e o descaso com áreas e territórios pertencentes aos mesmos.
Primeiramente, é válido ressaltar que um dos direitos garantidos à população pela constituição de 1998 é o direito à participação social. Referente a isso, nota-se uma incoerência criada entre o que o governo deveria fazer no quesito de participação social dos povos nativos, e o que ele realmente faz a respeito, incoerência essa que classifica o estado como uma ‘‘instituição zumbi’’ (termo criado por Zygmunt Bauman para definir instituições que não deixaram de existir, mas já não cumprem seu papel social). Ainda nesse sentido, a participação dos povos tradicionais beira ao ‘‘inexistente’’, uma vez que são uma minoria quase insignificante em cargos políticos.
Ademais, é válido salientar que ‘‘A casa é a extensão de quem a habita’’ (frase de autoria desconhecida). Tendo isso em mente, pode-se criar uma relação entre a perda de identidade gradual que os povos tradicionais sofrem à medida que suas terras são invadidas. Dessa forma, a invasão das terras pertencentes a esses povos está intrinsecamente ligada à falta de políticas (eficientes) que regulem e demarquem boa parte dessas terras.
Portanto, são necessárias medidas para a resolução dessa problemática. O Governo Federal deve, por meio de orgãos como a FUNAI, criar leis e estatutos que de fato regulem e protejam esses povos, substituindo as formalidades ineficientes que existem aos montes atualmente, para que assim, nossa nação celebre a unidade por meio das diferenças. Dessa maneira, os desafios para a valorização de povos tradicionais no Brasil serão vencidos, e nosso país caminhará de ‘‘mãos dadas’’ e ‘‘braços abertos’’ para um futuro inclusivo, diverso, tecido em esperança e em’‘brasilidade’’.