ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 27/11/2022
Pero Vaz de Caminha, em sua carta, descreve o primeiro contato com os povos nativos, onde os portugueses se aproveitam da inocência do nativo, e o exploram ostensivamente. Infelizmente, o legado deixado pelos colonizadores continua relegando esses povos até hoje à margem da sociedade. Tendo isso em vista, a maior consequência desse passado um apagamento e marginalização sistêmico desses povos, que resulta na falta de participação social.
Primeiramente, é válido destacar o que é dito na música Todo Dia é Dia de Índio: ‘’todo dia era dia de índio, mas agora eles só têm dia 19 de abril’’. Dessa maneira, a música retrata um fenômeno recorrente não apenas com os índios, mas com todos os povos tradicionais, que consiste na criação de datas comemorativas, ou até leis e políticas, que deveriam ser eficientes, mas não passam de formalidades para esconder o descaso do governo para com esses povos, o que os leva ao esquecimento e marginalização, ficando à parte, sem conseguir se integrar nem ter acesso aos mesmo privilégios que o resto da população tem.
Ademais, é válido ressaltar que como consequência desse esquecimento, existe a falta de participação social, já que, desses povos, apenas uma minoria quase insignificante tem acesso à cargos políticos. Quanto a isso, é válido salientar o conceito de instituição zumbi, que se aplica ao caso, já que o governo, em tese, deveria promover condições de igual acesso à todos os cidadãos, sem dar voz apenas a um grupo, ignorando os gritos de socorro dos ‘’invisíveis’’ que tiveram o Brasil ‘’roubado’’.
Portanto, é de suma importância a resolução dessa problemática. O governo, em conjunto com ONGs, precisa valorizar as comunidades e povos tradicionais do Brasil, alterando a visão que a sociedade tem em relação aos povos tradicionais como uma espécie de personagens folclóricos, criando campanhas que deem voz à essa parcela da população, para que assim esses possam ser vistos como seres humanos independentes, livres, donos de sua própria cultura e identidade. Dessa forma, esses povos terão participação nas decisões sociais e políticas do país, tendo sua identidade e pluralidade valorizada pelo país.