ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 30/11/2022

O pintor realista Gustave Courbet criou sua obra “O homem desesperado” em um momento de aflição. Analogamente, se hoje ele pintasse seu quadro, os entraves para a valorização da população tradicional no âmbito brasílico seriam suas inspirações. Diante disso, nota-se que o descaso estatal e o individualismo agravam esse revés. Logo, é necessário que seja revertido imediatamente.

Insta salientar que a inoperância governamental é fator de discussão no que refere-se a temática. Sob a égide da Constituição Federal de 1988, o artigo 3° visa garantir o desenvolvimento nacional. Dessa forma, é notório que o Estado não cumpre seu papel consoante à Carta Magna, visto que as comunidades tradicionais não são conhecidas por grande parte da sociedade, pois é incomum observar campanhas políticas para atender esses povos e informar sobre a existência deles. Em decorrência disso, a invisibilidade social dessas pessoas torna-se uma possível realidade.

Ademais, a inobservância coletiva também é fator agravante. Nesse sentido, a “Teoria da Coletividade” do filósofo Platão, afirma que a malha social é mais forte que o indivíduo. Nesse panorama, é notório que parte da sociedade não faz sua parte, dado que grande parcela da população apenas se preocupa com o que pode lhes beneficiar ou ser prejudicial e “fecha os olhos” para os problemas de outros cidadãos, sendo comum até mesmo observar piadas direcionadas aos povos tradicionais. Por conseguinte, a estigmatização dessas pessoas instaura-se em partes da conjuntura social, o que evidencia um retrocesso da nação.

Portanto, observa-se que a negligência do Estado e o individualismo agravam o alarmante quadro de solução do óbice. Descarte, cabe às mídias televisivas e cybernéticas, que têm o dever de informar, divulgar a respeito da existência das comunidades tradicionais e a desvalorização que sofrem, por meio de novelas, “lives” e vídeos, que serão transmitidos em todas as redes sociais possíveis, a fim de informar. Com esse conjunto de práticas, espera-se uma melhora significativa no Brasil, para que, assim a obra de Courbet não possa ser associada ao panorama nacional.