ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 07/02/2023
Na obra utopia, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e de problemas. Nesse contexto, nota-se, no Brasil, entraves que colaboram para a desvalorização de povos tradicionais, o que contraria a proposta de More. Assim sendo, sabe-se que a falta de ação do poder público e o preconceito social em relação aos povos originários são os principais motivadores dessa problemática. À vista disso, é válido discutir tal fenômeno e seus impactos socias.
É importante resssaltar, de início, que a desatenção do governo está diretamente ligada à desvalirização das comunidades e povos originais do Brasil. Nesse contexto, Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em garantir o bem estar social. Todavia, nota-se que a descrepância de recursos tecnológicos e serviços essenciais entre as grandes metrópoles, aldeias indígenas e acentamentos quilombolas refletem a ausência da proposta de More. Por consequência, comudidades tradicionais encontram-se cada vez mais desassistidas e excluídas da sociedade. Logo, infere-se que a valorização dessas populações perpassa pela transposição desses entraves.
Além disso, o preconceito social contribui para manutenção do quadro supracitado. Nesse panorama, a escritora Marina Colassanti na sua crônica “Eu sei, mas não devia” retrata uma sociedade egoísta e alheia aos problemas sociais. De forma análoga, percebe-se, hoje ,no meio digital e também na sociedade atitudes depreciativas direcionadas aos grupos de culturas diversas, entre elas: os xingamentos e jargões perjorativos são muito comuns. Por conta disso, cria-se um ambiente hostil e perigoso para tais conjuntos étnicos. Portanto, medidas precisam ser tomadas, tendo em conta a importância da pluralidade cultural no país.
Em suma, é fulcral valorizar os povos e comunidades tradicionais. Para isso, o Ministério da Cidadania, orgão responsável pelo combate a desigualde e preservação cultural, deve instituir, por meio de projetos previamente aprovados, a criação de centros de serviços báscios como saúde e educação próximo as aldeias, quilombos e comunidades ribeirinhas. Tal ação possui o intuito de valorizar os povos originários em território nacional.