ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 28/06/2023
O eurocentrismo, por definição popular, é um conceito caracterizado pela colocação do continente europeu como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna. A partir disso, é necessário frisar que, desde seu colonização, o Brasil e seus povos tradicionais foram forçados a aderir costumes eurocênctricos e tiveram seus direitos e história apagados ou suprimidos. Dessa forma, se faz necessário o debate acerca dos desafios para a valorização das comunidades tradicionais brasileiras, o apagamento histórico sofrido e a constante violação de seus direitos.
Diante de uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2017, 56% da população brasileira reconhece como “povos tradicionais” apenas grupos indígenas e quilom-bolas. A partir do dado apresentado, evidencia-se um desconhecimento nacional acerca de quem são as comunidades originárias e de sua importância na cultura. Esse fato ocorre em detrimento do apagamento histórico sofrido por esses povos, que se dá, principalmente, através da enraização de um ponto de vista euro-cêntrico presente desde a educação básica nas escolas. Assim, a nação se impressiona ao saber, anos mais tarde, como essas comunidades influenciaram a medicina, culinária e cultura local.
Ademais, a violação de zonas de preservação desses povos impacta sua valorização. Nesse contexto, as poucas terras restantes das comunidades tradicionais são invadidas por garimpeiros ilegais ou entidades mercadológicas que atuam na extração de matéria prima. Tais ações - segundo a biologia - ocasionam na contaminação de solos e rios, afetando, posteriormente, na saúde dos locais, já que os mesmos vivem da pesca e colheita.
Portanto, é necessária a mitigação dos fatos citados. Cabe, assim, ao Ministério do Desenvolvimento – pasta instituidora da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais – fiscalizar qualquer atividade realizada nas áreas dessas preservadas e punir os que façam uso indevido da terra. Para além, o Ministério da Educação deve planejar uma mudança na forma como os povos tradicionais são abordados nos livros de história e durante a vida acadê-mica de um aluno. Assim, será possível iniciar a valorização das comunidades.