ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 20/07/2023
A Constituição de 1988 - norma de maior hierarquia brasileira no poder jurídico - assegura que todos têm direito de serem tratados igualmente perante à lei. Sob essa ótica, é notório que a carta magna não é totalmente seguida, visto que ainda há desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil. Dessa forma, não só há o silenciamento da mídia, como também há a mentalidade do passado, o que leva ao preconceito.
Diante desse cenário, é notório que a quietação dos portais midiáticos agravam o problema da importância da sociedade tradicional brasileira. Segundo Simone Beavouir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos à ele.” Nesse sentido, por esses povos não serem comentados pela mídia, a população se acostumou em deixar essas comunidades em posição secundária, o que não ajuda a estabelecer o seu direito de igualdade, como os índios que tentam há anos terem sua importância e seus direitos reconhecidos por meio da mídia. Nesse viés, infelizmente, mesmo após avanços na tecnologia, que mantém melhores conexões entre às pessoas, ainda há a desvalorização de muitos povos no Brasil.
Ademais, convém ressaltar que a mentalidade do passado reforça o preconceito das comunidades tradicionais brasileiras. Dessa forma, desde da época do Brasil pré-colonial, nota-se que com a chegada dos estrangeiros no país, a população nativa foi desprezada e desvalorizada pois era vista, no olhar português, como povo sem lei, sem rei e sem fé. Nesse contexto, infelizmente, a sociedade ainda permanece com o pensamento ultrapassado dos nativos, como se eles não estivessem inclusos na Constituição de 1988 por ser algo contemporâneo, o que reforça o preconceito e a exclusão desses povos tradicionais e diminiu a sua importância. Portanto, indubitavelmente, faltam medidas efetivas pelas autoridades competentes para incluir e valorizar essas pessoas no Brasil.
Logo, indiscutivelmente, necessita-se discutir sobre a inclusão e a valorização de comunidades e populações tradicionais. Com isso, cabe ao Ministério da Educação, junto à mídia - maior dissiminadora de informações, como TV e rádio - levar maior conhecimento desses povos e de sua cultura, nas instituições educacionais e debates públicos, por meio de feiras educacionais, aulas participativas do assunto e filmes, a fim de estabelecer o direito de igualdade conforme a Constituição de 1988 e diminuir a mentalidae ultrapassada. Desse modo, somente assim, essa problemática poderá ser minimizada.