ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 14/09/2023

Segundo a filosofia aristotélica, nada se reduz ao ato senão por algo anterior já em ato. Nesse contexto, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, não há muita iniciativa para a mudança em relação aos desafios criados para a valorização da comunidade de povos tradicionais no Brasil, dificultando uma possível solução para tal problema e colocando em foco a desvalorização da cultura e a invasão territorial. Ademais, é preciso salientar, que a sociedade atual carece de informações a respeito de tal assunto, o que gera um estranhamento em torno dessa questão.

Em primeiro plano, evidencia-se uma falta de valorização das culturas tradicionais, isso porque poucos conhecem as diversas comunidades existentes no Brasil, o que dificulta estes a serem reconhecidos. Outrossim, a cultura, como comenta o filósofo Horácio, são um monumento mais duradouro que o bronze, portanto, as pequenas obras desses povos são tão essenciais quanto as grandes obras emanadas dos cidadãos privilegiados socialmente. Pode-se dizer, então, que a negligência por parte do governo por reconhecer e valorizar essas comunidades é uma das principais causas responsáveis por essa problemática.

A exemplo disso, segundo os dados da G1, mais de 50 mil famílias vivem do negócio desses pequenos povos. Por conseguinte, devido as modernizações, uma consequência gerada pelos males da revolução industrial, as grandes empresas invadem os territórios dessas comunidades e as famílias acabam ficando sem onde morar e com suas formas harmônicas de viver ameaçadas, o que leva a gerar uma diminuição. Urge uma ação necessária para conter as ameaças à estas famílias.

Tendo em vista os argumentos apresentados acima, cabe ao governo, em parceria do Ministério do Desenvolvimento Social, por intermédio das redes públicas de informação, promoverem eventos gratuitos mostrando o modo de vida e cultura desses povos. Ademais, os governos locais devem reforçar a proteção dos territórios das famílias tradicionais, com o objetivo de não serem atingidos pelas grandes empresas e perderem sua fonte de renda. Dessa maneira, como explica a filosofia aristotélica que, para que algo mude ela precisa estar acontecendo, ou seja, em ato, os povos tradicionais passarão a ser mais valorizados.