ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 14/02/2024

A variedade de organizações sociais deveria ser instrumento de promoção e garantia do bem-estar social. Contudo, esse processo é prejudicado pela cultura de privilégios, desenvolvida através da priorização de interesses individuais, que desvaloriza as comunidades e povos tradicionais no Brasil. Esse comportamento é intensificado pelo sistema educacional do país, que prioriza o individualismo em detrimento da coletividade.

Nesse viés, é importante perceber como o preconceito é naturalizado pela raiz individualista da cultural brasileira. Conforme descreve Sergio Buarque de Holanda, em sua obra “raízes do Brasil”, o brasileiro ainda segue como “o Homem cordial”, o qual é dominado por desejos egoístas e apoiado em uma cultura de privilégios, tal como pode ser observado na sociedade conteporanea que ocasiona o contempto das comunidades e povos tradicinonais no Brasil. Esse individualismo é tão marcante na sociedade brasileira que em 2006 foi criado pelo Estado a Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentavel dos Povos e Comunidades Tradicionais com o intuito de reconhecer e preservar outras organizações sociais.

Além disso, o sistema educacional do país colabora com a consolidação e com a perpetuação de características egoístas, como as do “homem cordial”, que são responsáveis por desvalorizar as demais culturas brasileiras. Essa estruturação de valores individualistas é decorrente da adoção de estratégias educacionais que estimulam a competitividade. Tal fragilidade educacional está tão firmada que a base avaliativa atual impulsiona a visualização do outro como mero concorrente, prejudicando a formação de cidadãos capazes de aceitar e valorizar tradições e ensinamentos de comunidades tradicinonais.

Portanto, para garantir a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil, o sistema educacional, tendo em vista sua influência na formação cidadã, deve combater o preconceito a essa população. Essa ação deve ser efetivada por meio da implementação de novos componentes curriculares que ressignifiquem princípios de competitividade e incentivem princípios de coletividade. Dessa forma, será possível ressignificar raízes culturais individualistas de empatia que causam inclusão deessas comunidades e povos na sociedade contemporânea.