ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 08/03/2024

Os jesuítas vieram para o Brasil no século XVI com a missão de catequisar, ou seja, aculturar os indígenas, povo visto como selvagem e atrasado. Paralelamente, na contemporaneidade, a manutenção de conceitos europeizados precisa ser enfrentada, uma vez que prejudica não só os povos nativos, mas também as demais comunidades e povos tradicionais. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o preconceito social voltado a essa causa e a economia capitalista voltada à exploração de terras.

À vista disso, é inegável entendimento social acerca da importância das populações tradicionais. Comprova-se isso de que, cotidianamente, expressões como “índio” e “mulato” são usadas pejorativamente. Esse cenário, juntamente com a idealização da figura desssa classe como preguiçosa e inútil, corrobora a ideia de que os povos tradicionais são vítimas uma opressão histórico-cultural. Nesse ínterim, é notável que a cultura elitista europeia está enraizada na sociedade brasileira.

Segundo a obra “O Capital” dos economistas Marx e Engels, o capitalismo prioriza a lucratividade em detrimento de valores. Para além da ficção, a economia da nação verde e amarela é baseada na exploração demasiada de espaços destianados à populaçõe tradicionais, espaços esses que meio de vida e residência desses. Esse fato é alarmante, pois expõe a inviabilidade do direito desses povos. Desse modo, medidas fazem-se necessárias para solucionar a problemática.

Diante dos argumentos supracitados, é dever do Estado garantir a eficácia dos direitos dos povos tradicionais, criando campanhas de conscientização por meio das escolas e oferecendo segundas opções de espaços para as atividades do mercado capitalista, a fim de reparar os danos da opressão sofrida por essas populações e comunidades, construindo assim, um Brasil que entende e respeita as culturas primordiais.