ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 29/05/2024

Na obra literária “O triste fim de Policarpo Quaresma”, Policarpo -o protagonista- apresenta muito amor por sua pátria e povos originários chegando inclusive a defender o uso do “Tupy-Guarany”( termo eurocentrista para denominar um conjunto de dialetos dos índigenas brasileiros) como língua oficial do Brasil. No entanto, Policarpo é morto na sua luta pela valorização dos povos tradicionais brasileiros. Contudo, apesar de fictícia, a obra não se difere da realidade tendo em vista os desafios para a valorização dos povos indígenas como o racismo e o garimpo ilegal.

Em primeira instância, deve-se ressaltar que na atualidade, o sangue dos indígenas ainda é derramado como o de um indígena do povo Xokleng, assassinado em Santa Catarina. Nesse sentido, é notório o silêncio do Estado quanto aos impactos negativos do racismo na valorização dos povos tradicionais brasileiros. Portanto, cabe nesse contexto citar a célebre frase do filósofo Jean-Paul Sartré : “Toda palvra tem consequências, todo silêncio também”. Sua sentença mostra que a falta de atitude - como a do Estado - acerca do racismo na atualidade gera rupturas, nesse contexto, na valorização dos povos tracionais brasileiros.

Ademais, é fundamental apontar que o garimpo ilegal acaba com as terras dos povos que tanto cuidaram delas. No entanto, se a prática é questionada, como os Indigenistas Dom e Bruno fizeram, o fim trágico é uma possibilidade. O garimpo ilegal é predatório ,irresponsável e inconstitucional visando o artigo 6° da Constituição Federal de 88, que zela pelos direitos básicos de qualquer pessoa em solo brasileiro, o que não ocorre quando se tem o garimpo ilegal.

Depreende-se, desse modo, a necessidade de deter os desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil. Por isso, urge que o Estado-responsável pelos três poderes- promova políticas públicas a fim do racismo contra os povos originários por meio de palestras informativas. Além disso, a sociedade civil deve engajar-se no apoio à medidas que visem acabar com o garimpo ilegal. Assim, consolidar-se-a uma sociedade que minimiza os impatcos negativos dos desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil.