ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 15/06/2024
“Durante protesto, indígena kumaruara passa tinta de urucum no rosto de defensores da Ferrogrão” afirma o site do G1, da Globo News. Esse acontecido se deu pela falta de consideração dos políticos acerca das consequências da construção de ferrovias para os povos indígenas. Assim, há necessidade de valorização desses povos, tendo em vista que suas opiniões e como eles serão afetados devem ser consideradas. Com isso, a imposição de culturas “modernas” e a fraca e falsa ajuda governamental atrapalham o reconhecimento dessas pessoas.
Inicialmente, impor um formato social em um grupo já preestabelecido, não funcionará como forma de valorização dessa comunidade. Segundo o olhar crítico de Ailton krenak em seu livro “A vida não é útil”, os povos originários têm o direito de manter seus costumes e cultura. Tentativas de inserir outros modos de vida não trazem a aproximação esperada entre eles e a “cidade moderna”. Um exemplo disso é a própria tribo krenak, que recusou ajuda externa durante a seca do Rio Doce e na pandemia da Covid-19, pois não se encaixava em suas crenças.
Em seguida, temos as falácias dos representantes do governo, que dizem apoiar e compreender essas populações, apenas para abandoná-las depois. Tal qual a situação do povo yanomami, que conforme a BBC News Brasil, uma pesquisa mostrou que entre 2019 e 2022 as mortes por desnutrição entre eles subiram 331%. Na mesma época, alguns políticos divulgaram promessas que iriam auxiliar na luta dessas pessoas, essas que não foram cumpridas mais tarde.
Diante do exposto, é imprescindível que sejam feitas ações para mudar esse cenário. Portanto, cabe ao Estado, com o Legislativo, atribuir leis que protejam e auxiliem esses povos, para tal, promover assembleias para ouvir essas populações. Como resultado, aproximar a sociedade na totalidade, sem descriminar nenhum povo ou diminuir seus preceitos. Só assim, será possível transformar esse quadro.