ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 15/07/2024
Em 1889, o filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes adaptou o lema positivista “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional, mas também como um ideal para toda a nação que, no contexto moderno, enfrenta significativos estorvos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, os desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil representam uma antítese máxima ao símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Ademais, é válido destacar que esse problema é resultado da inoperância governamental e da omissão midiática.
De início, é válido destacar que o governo federal não garante de forma adequada a o direito à dignidade pessoal prevista na Constituição Federal de 1988. Por isso, não há nenhum erro quando se afirma que a inoperância governamental é a principal responsável pela desvalorização das comunidades e povos tradicionais no Brasil. A prova disso é que apenas em 2017 foi criado um plano de desenvolvimento social para essas populações sendo que, esse plano não foi eficaz, pois em 2021 foi publicada a “Carta da Amazônia”, na qual o conteúdo reivindicava os territórios originais e, principalmente, os direitos dos povos originários respeitados.
Além disso, outro fator que também agrava a desvalorização das comunidades e povos tradicionais no Brasil é a omissão midiática. Nesse contexto, para comprovar essa afirmação, pode-se lembrar que existem 26 comunidades e povos tradicionais reconhecidos oficialmente, porém, conforma a pesquisa feita pelo IBGE (Índice Brasileiro de Geografia e Estatística), a grande maioria da população só tem conhecimento de 1 ou 2 povos tradicionais, ou comunidades. Isso ocorre, pois a mídia brasileira só os notícia em prol do dinheiro (caso ocorra uma tragédia, por exemplo) e não para valorizá-los.