ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil
Enviada em 08/08/2024
Na obra “Horizonte Perdido”, de James Hilton, é retratada uma sociedade perfeita, a qual todas as pessoas vivem em harmonia. Entretanto, fora da ficção, a realidade contemporânea está longe disso, haja vista os desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil. Diante disso, é fundamental abordar os principais causadores desse impasse: a invisibilidade social e a omissão estatal.
Em primeira análise, a marginalização dos povos tradicionais colabora com o revés. Nesse sentido, a filósofa Simone de Beauvoir criou o conceito de invisibilidade social, que diz respeito à exclusão de grupos menos favorecidos. Nesse viés, os povos tradicionais são marginalizados pela sociedade, na medida em que não recebem apoio das demais pessoas, pois sofrem preconceito, como a xenofobia, e isso impede a inclusão social desses povos. Logo, é necesário que haja mudanças.
Além disso, a omissão do Estado agrava esse problema. Ademais, conforme o filósofo Emile Durkhein, o Estado é responsável por promover o bem-estar social para todas as pessoas, independente de qualquer fator. Sob essa ótica, os povos menos favorecidos enfrentam dificuldades em receber oportunidades, já que o poder público oferece poucas vagas de trabalho para essa população. Assim, é inaceitável que o Estado mantenha essa postura.
Em suma, medidas são necessárias para a solução desse impasse. Portanto, o governo federal - instância máxima executiva - deverá criar uma lei para a inclusão social dos povos tradicionais. Essa legislação irá ampliar o número de vagas em universidades e cargos públicos que será preenchida apenas por esses povos. Isso poderá ser feito por meio do aumento do número de cotas. Outrossim, a finalidade dessa lei será a valorização de todas as comunidades. Por fim, a sociedade citada por James Hilton não será apenas uma utopia.