ENEM 2022 - Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

Enviada em 19/04/2025

Desde o período colonial brasileiro os povos originários foram explorados e reprimidos, o que contribuiu para a sua desvalorização na atualidade. Assim, enganados pelos portugueses, os povos originários perderam grande parte da sua cultura o desenrolar da história e, atualmente, estão em contante ameaça de perder seus territórios. Consequentemente, desde 1500 até os dias atuais esses povos estão lutando por reconhecimento e valorização, decorrente da falta de produção e incentivos governamentais.

Em primeira análise, é importante ressaltar que o principal foco das queimadas na Amazônia é a terra das comunidades tradicionais, portanto, ameaçando, reprimindo e dificultando a existência desses povos. Diante deste cenário, conforme reportagem do G1, de 2019, naquele ano houve o maior número de queimadas na Amazônia em terras de povos originários. Dessa forma, é evidente o descuido do governo com esses povos, além da inaceitável carência protetiva que estão sujeitos.

Outrossim, vale salientar que a falta de segurança em locais próprios para a preservação cultural contribui para prejudicar a valorização dos patrimônios históricos dessas comunidades. Sob essa ótica, o incêndio, de 2019, do Museu Nacional no Rio de Janeiro demonstra a precariedade governamental com essa cultura, visto que línguas nativas e ornamentos foram perdidos na tragédia, sem possibilidade de recuperação. Assim sendo, é inadmissível a persistência dessa situação precária.

Diante dos fatos expostos, é urgente a implementação de medidas políticas que alterem o cenário atual no país. Posto isto, cabe ao Ministério da Cultura, em conjunto com parcerias público privadas, criar medidas protetivas atualizadas mais eficazes em ambientes de preservação cultural, como museus. Além disso, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática implemente segurança virtual nas divisas da Amazônia legal. Por meio da instalação de câmeras e sistemas avançados de segurança, para preservar as áreas habitacionais dos povos tradicionais contra queimadas. Dessa maneira, será possível garantir a valorização de comunidades tradicionais no Brasil.