ENEM 2022 (Reaplicação e PPL) - Medidas para o enfrentamento da recorrência da insegurança alimentar no Brasil

Enviada em 02/10/2025

Para Hannah Arendt, filósofa alemã, a resistência dos direitos humanos consiste no ‘direito de ter direitos’, ou seja, a garantia mínima de cidadania e dignidade. Contudo, a realidade da problemática da insegurança alimentar no Brasil contradiz esse ideal, revelando a ineficácia do Estado e o silenciamento midiático.

Em primeiro lugar, o Estado contribui para a permanência da insegurança alimentar no Brasil. Sobre essa óptica, Émile Durkheim, renomado sociólogo francês, afirma que é dever do Estado gerenciar questões relacionadas ao progresso coletivo. Em contrapartida, o cenário atual contraria esse pensamento, devido à falta de investimento em programas sociais de benefício ao público de baixa renda, que são vulneráveis à fome. Logo, enquanto o poder público não atuar com essa medida, esse árduo panorama brasileiro não mudará.

Além disso, a falta de debate expõe o impasse da fome no Brasil. Habermas -insigne sociólogo alemão - defende que a transformação social advém do diálogo. Porém, sua máxima é contrariada, visto que há escassez de debates televisivos sobre a fome no Brasil, limitando a reflexão crítica da população. Para enfrentar essa situação, é necessário promover debates públicos e ações de conscientização. Assim o problema pode ser minimizado.

Portanto, é necessário que o Ministério Público implemente por meio de campanhas de conscientização pública, visando estimular a reflexão crítica e a participação social para promover mudanças efetivas no que tange a insegurança alimentar no país. Pois só assim, será possível superar a problemática da insegurança alimentar no Brasil e promover avanços significativos na sociedade.