ENEM 2022 (Reaplicação e PPL) - Medidas para o enfrentamento da recorrência da insegurança alimentar no Brasil
Enviada em 03/02/2023
No final da década de 1950 e início da década de 1960, um grande plano econômico instaurado na China, levou ao que ficou conhecido como “A grande fome de Mao”, nesse caso, a fome por poder, acarretou a insegurança alimentar e morte à cerca de 45 milhões de pessoas. A problemática, entretanto, não é um evento isolado, e assola grande parte da população mundial. No Brasil, as causas estão enraizadas nas emergências climáticas, e na baixa renda, resultante das distintivas classes socioeconômicas existentes.
É notório que as mudanças climáticas, que geram a baixa ou o aumento exorbitantes do índice pluviométrico, são causadas principalmente pela liberação de gases poluentes industriais e pelo desmatamento, consequentemente, suscitando à secas ou alagamentos, que ocasionam árduos impactos à agropecuária e economia. Evidencia-se, portanto, os efeitos da ação humana no meio ambiente análogos ao crescente aumento da urbanização.
Além disso, estima-se que cerca de um quarto da população brasileira vive em situação de pobreza, outro pilar da insegurança alimentar. A renda insuficiente relaciona-se diretamente à fome, desnutrição e à falta de saneamento básico, repercurtindo na debilidade da saúde e do desenvolvimento humano. Esse panorama repercurte negativamente na qualidade de vida da população.
Isto posto, são inegáveis os desafios para findar a recorrência da insegurança alimentar no Brasil.
Para isso, torna-se necessária a ação do Ministério do Meio Ambiente juntamente ao Conselho Nacional do Meio ambiente na promoção campanhas socioambientais e na fiscalização dos índices poluentes, a fim de proteger os recursos naturais e abrandar os impactos da emergência climática e suas interferências nas lavouras, além de melhorar os preços dos alimentos, tornando-os mais acessíveis. Destarte, o Governo Federal deve melhorar o direcionamento de capital e investimentos na educação, visando o aumento da escolarização e diminuição da desigualdade social, proporcionando melhores condições de geração de renda. Por meio dessas medidas, espera-se contribuir para a diminuição da insegurança alimentar e promover a equidade social.