ENEM 2022 (Reaplicação e PPL) - Medidas para o enfrentamento da recorrência da insegurança alimentar no Brasil
Enviada em 11/02/2023
A chegada da pandemia do COVID-19 no Brasil em 2020 acentuou as enormes desigualdades sociais existentes no país reforçando a insegurança alimentar já recorrente. Nesse contexto, o Brasil retornou para o mapa da fome da ONU, evidenciando o estado de calamidade que estava. Dessa forma, a distribuição de renda de forma correta e o investimento do Governo na geração de emprego são duas medidas para o enfrentamento da fome no país.
Em primeira análise, vale ressaltar que a desigualdade social brasileira é gigante e afeta milhões de brasileiros negativamente. De acordo com o Jornal Uol, existiam mais de 30 milhões de pessoas em situação de fome no Brasil em 2022. Tal fato pode ser explicado pela má distribuição de renda, visto que 1% da população
concentra quase 30% da renda do país, impedindo que mais da metade da população tenham acesso aos produtos de necessidade básica.
Além disso, a falta de investimento em emprego e renda contribui para o alto índice da fome. A obra “Geografia da Fome” de Josué de Castro revela que a subnutrição e o estado de fome crônica é consequência de problemas econômicos e sociais. Nesse cénario, nota-se que o desemprego, causado por fatores econômicos, favorece a insegurança alimentar, pois as pessoas não possuem uma condição financeira básica para sobreviver.
Em suma, diante de todos os fatos citados anteriormente, entende-se que é preciso uma intervenção estatal. Cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério da Economia, órgão responsável por administrar as políticas públicas e fortalecer os Estados gerando o desenvolvimento econômico, ajudar as empresas por meio de isenção de alguns impostos com o objetivo de manter a empresa aberta para que as pessoas possam ter acesso ao emprego. Sendo assim, com mais pessoas empregadas a população afetada pela fome reduzirá.