ENEM 2022 (Reaplicação e PPL) - Medidas para o enfrentamento da recorrência da insegurança alimentar no Brasil

Enviada em 05/03/2023

No atual contexto do país, chega a ser irônico como a nação verde amarela, que é, de acordo com a Embrapa, a terceira maior no cultivo de produtos agrícolas do mundo, tenha uma população onde mais de 50% sofre de insegurança alimentar, segundo IBGE. Assim, considerando o tamanho da produção, é importante entender que o problema não é causado por falta do que comer e sim pelo encarecimento do alimento e a baixa remuneração dos trabalhadores no país.

Nessa linha de raciocínio, é inegável que, um dos direitos básicos do ser humano tem sido, para muitos, pouco acessível. A maior prova disso é encontrada a partir da análise dos causadores da variação do INPC, outra evidência forte é também a mesma análise sobre o IPCA. No ano de 2022, por exemplo, foi constado pelo IBGE em janeiro de 2023, que o Índicie de Preços ao Consumidor Amplo fechou o ano com alta de 5,8%, sendo o grupo de alimentação e bebidas responsável por quase metade desse montante. Fator esse causado também pelos impostos sobre grandes distribuidoras de alimento e produtores, que precisam aumentar os preços para manter-se funcionando.

Outrossim, a capacidade de consumir não é ditada apenas pelo encarecimento do produto, nesse caso, deve também ser considerada a baixa da melhora na remunaração geral do brasileiro. E mesmo que o ganho cresca sim, tomando de base o salário mínimo, a questão é que esse aumento não é proporcional a inflação. Infelizmente, não são ajustes de 10% que melhorarão a situação atual, porque a falta de dinheiro é uma das causas, não todo o problema. É caro viver no Brasil, porque o foco é lucrar no mercado externo. Fato esse que leva um salário antes mínimo, virar insuficiente.

Dito isso, é de responsabilidade do Ministério da Economia um maior investimento em mercado interno, e junto ao Sistema Tributário Nacional, instutuição de impostos justos sobre a produção alimentícia, com menos foco em melhorar a exportação e mais foco em proporcionar disponibilidade de seu produto ao seu próprio mercado consumidor. Dessa forma, o poder de compra do brasileiro aumenta e consequentemente a insegurança alimentar pode ser combatida.