ENEM 2022 (Reaplicação e PPL) - Medidas para o enfrentamento da recorrência da insegurança alimentar no Brasil

Enviada em 10/06/2023

Em outubro de 1988, o Brasil conheceu um de seus documentos mais importantes: a Constituição Federal, Carta Magna brasileira. cujo conteúdo garante direito à alimentação. Entretanto, a falta de segurança alimentar ainda é recorrente na Nação verde e amarelo. Com efeito, a desconstrução da desigualdade social, bem como do individualismo são medidas capazes de fazer com que o problema seja tratado com a devida importância.

Diante desse cenário, a grande disparidade econômica é um dos obstáculos para a resolução da desigualdade social, causadora da insegurança alimentar. Acerca disso, segundo o geógrafo Miton Santos, há duas classes de pessoas no Brasil, e uma delas é a dos que não comem. Sob essa ótica, a economia afeta diretamente a relação social e de sobrevivência. Logo, para criar uma sociedade garantidora dos direitos constitucionais, é preciso que o problema econômico dos que não tem garantia de alimentação seja visto como vital.

Ademais, acerca desse problema, o individualismo é agravado pelo egoísmo humano, o que torna o problema ainda mais evidente. Conforme o filosofo sul-coreano Byung-Chul, a sociedade com o advento de novas tecnologias, tornou-se mais individualista, as pessoas se importam menos com os outros. Nesse sentido, os que não comem não são ajudados pelos que comem, o que torna a insegurança alimentar questão que precisa ser tratada pelo Estado.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para o enfrentamento da recorrência da insegurança alimentar no Brasil. Nesse sentido, o Governo Federal - responsável pelo execução da Carta Magna - deve desconstruir a desigualdade social, por meio de programas sociais que capacitem os que sofrem com insegurança para o mercado de trabalho, para que a situação econômica das familias seja melhorada. Essa iniciativa teria a finalidade de mitigar a desigualdade social e para fazer com que seja, também, o individualismo, os que não sofrem mais com a incerteza da alimentação sejam convidados a dar palestras nas escolas para falar da realidade vivida. Assim, a sociedade brasileira será mais igualitária e, de fato, garanta os direitos citados na Constituição Federal.