ENEM 2022 (Reaplicação e PPL) - Medidas para o enfrentamento da recorrência da insegurança alimentar no Brasil

Enviada em 14/06/2023

Segundo o jornal G1, o Brasil segue na atualidade como o maior produtor de alimentos do mundo enquanto um grande número de pessoas se encontram em situação de insegurança alimentar no país. Dessa maneira, o número de cidadãos que passam fome só cresce devido à alta concentração de renda em uma pequena parcela da população. Portanto, é necessária uma medida que venha conter a problemática e reduzir seus sintomas na sociedade.

Em primeira análise, evidencia-se que a concentração de renda pode ser definida como o grande acúmulo monetário em uma pequena parcela da população, desequilibrando a estrutura econômica social do país. Sob esta ótica, a frase do economista Adam Smith ‘‘Para um muito rico há pelo menos quintetos muito pobres’’ corrobora o fato do grande acúmulo de renda em uma parte minúscula da população acarretar uma série de fatores que prejudicam a sobrevivência da camada mais baixa da sociedade, tal qual a fome. Sendo assim, a raiz da extrema pobreza se encontra na extrema riqueza, devendo ser o primeiro grande pilar a cair para a solução da problemática.

Dessa forma, a principal consequência da concentração de renda é a insegurança alimentar da camada mais pobre da sociedade. Segundo dados estatísticos do IBGE, cerca de 46 milhões de toneladas de alimento são descartados todos os anos pela indústria alimentícia, mesmo com quase 30% da população nacional vivendo em situação de fome e miséria, não tendo dinheiro para conseguir comprar alimentos básicos para sua sobrevivência. Sendo assim, esses cidadãos se encontram sofrendo os sintomas de uma má distribuição de renda no país ao não terem poder de compra.

Portanto, medidas devem ser tomadas para remediar o urgente problema nacional. Cabe ao Estado promover medidas de distribuição de renda através da criação impostos para a população mais rica e, mediante programas sociais, distribuir esta renda arrecadada, visando equilibrar a estruturação monetária nacional, reduzindo o acumulo de renda e o alto índice de insegurança alimentar. Somente assim, o país poderá não só alimentar o mundo mas também a sua própria população.