ENEM 2022 (Reaplicação e PPL) - Medidas para o enfrentamento da recorrência da insegurança alimentar no Brasil
Enviada em 04/10/2023
Em outubro de 1988, a sociedade brasileira conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: A Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito à alimentação adequada a todos. Visto que, parcela da sociedade não usufrui deste direito e atualmente luta contra a insegurança alimentar, é mister medidas que modifiquem a invisibilidade dada ao assunto e a omissão estatal, fatores cruciais para a perpetuação da circunstância atual.
A priori, é importante destacar que a sociedade está vivenciando o conceito de banalidade do mal, trazido pela filósofa Hannah Arendt, que seria quando uma atitude hostil ocorre constantemente e a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo, é evidente que atualmente a falta de reflexão sobre as desigualdades sociais, configura a continuidade da precariedade alimentar e a normalização de tal acontecimento. Nesse viés, é perceptível a necessidade de maior notoriedade ao assunto, pois a partir desta banalização o Brasil lida com a carência de medidas que enfrentam o problema prejudicando milhões de brasileiros que não têm acesso a alimentação básica diária.
Outrossim, a omissão estatal perante o problema inviabiliza a melhoria da situação atual. Nesse contexto, o filósofo inglês John Locke criou o conceito de contrato social, cujo o cidadão deve confiar no estado que, por sua vez, deve garantir os direitos inalienáveis. Todavia, estudos da Scientific Library Online, mostram que 18% da população brasileira passa por dificuldades no quesito alimentação básica. Dessa forma, é explícito que o Estado é incapaz de cumprir com o contrato de locke, findando a uma parcela da sociedade desamparada dos seus direitos fundamentais e vítimas de uma realidade desigual.
Destarte, é mister medidas que combatam a problemática. Desse modo, as instituições escolares - responsáveis pela transformação social, devem ensinar os jovens a busca por seus direitos e a autoconscientização, isso sendo feito por meio de projetos pedagógicos com o uso conativo da linguagem, a fim de causar convencimento. Com isso, gradualmente romper a inércia estatal e garantir o tratamento previsto pelas Nações Unidas deixando de ser, em breve, uma utopia no Brasil.