ENEM 2022 (Reaplicação e PPL) - Medidas para o enfrentamento da recorrência da insegurança alimentar no Brasil
Enviada em 14/07/2025
Isonomia é o termo jurídico que assegura o direito igual a todos os cidadãos brasileros. Com base nisso, o ex-senador Ruy Barbosa falou que " devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de suas desigualdades “. Não obstante, os principios da justiça são desrespeitados, haja vista que há a falta de medidas para o enfrentamento da constante insegurança alimentar brasileira. Isso ocorre, devido à negligência do Estado e desinformação da população que não auxilia a mudança desta realidade.
Diante do exposto, a negligência do governo ratifica o desrespeito ao documento de maior prestigio e perpetuar a desigualdade. Sob tal ótica, este cenário calamitoso encontra-se em oposição a Constituição Federal de 1988, o qual assegura, em seu artigo 6°, o direito ao acesso a alimentação de qualidade no Brasil. Contudo, não é efetivado, uma vez que não há projetos no combate à desigualdade, como criar programas que assegure todas as pessoas que não possuem acesso a uma boa alimentação, reduzir os preços nos mercados no processo de garantir maior número de pessoas a se beneficiarem com alimentos de qualidade. Dessarte, a negligência do Estado influencia, negativamente, a persistência da insegurança alimentar.
Outrossim, a desinformação da população corrobora no aumento do consumismo desenfreado, impossibilitando que outras pessoas possam usufruir de alimentos de qualidade. Baseado nisso, prova cabal é, de acordo com a plataforma de notícias G1 o consumismo cresceu desenfreadamente desde os anos de 2011 aumentando os preços dos produtos em 50%. Sob tal viés, este cenário caótico corrobora para os ideais do filosófo Zygmaunt Baumam, o qual afirma que , " na sociedade de consumidores, pobres não são os que nada têm, mas os que não podem consumir “. Desta maneira, a desinformação da sociedade corrobora para o aumento da desigualdade.
Portanto, diante da negligência do Estado e da desinformação da população, nota-se por que a problemática persiste. Logo, é dever do Estado educar a população a consumir menos, por meio da contratação de influenciadores, a fim de reduzir o consumismo e incluir as pessoas mais necessitadas a alimentação adequada.