ENEM 2023 - Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil

Enviada em 06/11/2023

A Constituição Federal, promulgada em 1988, visa garantir os direitos à uma vida digna e igualitária para todos os cidadão dos Brasil. Contudo, diante do cenário hodierno, o país ainda caresse de progressos nesse quesito, uma vez que as mulheres são obrigadas a enfrentar desafios mo âmbito profissional, devido à invisibilidade caracterpistica do trabalho de cuidado realizado por estas, impasse esse que se enraíza na alienação social e na negligência governamental.

Stephen Hawking afirma que, “As grandes conquistas da humanidade foram obtidas através do diálogo e as grandes perdas, adquiridas pela sua ausência”. De forma semelhante à constatação do físico britânico, é imprescindível discutir sobre a questão da ausência de reconhecimendo no trabalho doméstico e social, uma vez que em sua maioria é realizado por mulheres e meninas, resultante de um patriarcado histórico-cultural, que sempre as responsabilizou por esses serviços. Dessa maneira, as mesmas sofrem as consequências de viver em uma sociedade machista, visto que anulam seus direitos basilares como estudo, trabalho e descanso, em prol dos cuidados do lar e da família.

Simultaneamente, a negligência governamental e o capitalismo desenfreado são outros impasses desse contexto. De forma semelhante, Zygmunt Bauman afirma que “Os valores humanos estão sendo colonizados pela lógica de mercado”. Analogamente ao pensamento do filósofo, observa-se na sociedade brasileira uma nefasta disparidade social, visto que parte da população da classe alta, através da ganância, usufrui da vulnerabilidade social e econômica de mulheres, estas que aceitam trabalhos de cuidado em condições precárias por necessidade e ausência de assistência governamental.

Portanto, diante dos fatos supracitados, é indispensável intervir na problemática.

Para isso, o Ministério das Comunicações deve criar “A semana do trabalho de cuidado: Um dever coletivo” e por meio de palestras com sociólogos, psicólogos e historiadores, debater e conscientizar a comunidade acerta da temática. Paralelamente, o Estado tem o dever de intensificar a assistência à essas mulheres marginalizadas, por meio de investimentos em políticas públicas. Desse jeito, a ausência do diálogo será suprida e os direitos da Constituição, assegurados.