ENEM 2023 - Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil
Enviada em 06/11/2023
A Noruega é o país com maior índice de desenvolvimento humano do mundo, tendo em vista que são oferecidos bons serviços de educação, saúde, segurança e saneamento. Entretanto, no Brasil, problemas como a barreira da desvalorização do trabalho feminino residencial provocam péssimos indicadores sociais quando comparados aos da Noruega. Nesse sentido, cabe a análise crítica disso, não só evidenciando a falta de informação, mas também a falha estatal.
Sob esse viés, vale ressaltar que um fator do óbice é a ausência de conhecimento informativo. Dentro desse aspecto, o filósofo Schopenhauer afirma que o limite do campo da visão de alguém determina o seu entendimento do mundo que o cerca. Então, a falta de esclarecimento das mídias sobre a valorização da mulher além do serviço doméstico ocorre porque existe um estigma limitando-as ao lar. Dessa forma, promove a disseminação de preconceito e olhares maldosos, quando uma figura feminina está em um ambiente predominado por homens. Com isso, é crucial acabar com a inexistência de consciência no corpo social.
Outrossim, é imperioso citar, em segundo plano, que a inércia governamental também é uma das causas da adversidade. Assim sendo, a Constituição de 1988 versa sobre o direito à igualdade, o qual não é respeitado pelos federativos. Pois, as meninas são motivadas a largarem os estudos para realizar a manutenção da casa, enquanto os meninos continuam com acesso escolar. Desse modo, a falta de efetivação da legislação provoca efeitos na vida educacional, profissional, na saúde emocional e na autoestima. Destarte, a norma não é plena e as necessidades dos indivíduos são colocadas à deriva no esquecimento.
Para reverter esse quadro, portanto, é imperativo que o Poder Legislativo, por meio de debates com membros da coletividade, implemente uma Lei específica para combater o machismo estrutural a fim de diminuir a disparidade social entre homens e mulheres. Além disso, é necessário difundir campanhas instrucionais, com o auxílio das mídias de grande alcance. Isso, para promover a conscientização social e tirar o Estado de sua inoperância. Logo, o desafio de incluir o enigma no esquecimento laboral feminino no Brasil será intermediado no século XXI.