ENEM 2023 - Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil
Enviada em 01/11/2024
A origem do patriarcado remete à antiga Mesopotâmia, com o Código de Hamurabi, que previa autoridade só aos homens. Com o passar dos anos, as mulheres e o Movimento Feminista ganharam força e conquistaram direitos à essa, antes, minoria. Porém, no Brasil ainda há muito a se lutar, visto que a mulher segue marginalizada e invisível, aos olhos do Estado e da Sociedade, sem reconhecimento moral e econômico do trabalho de cuidado exercido por elas.
Em primeiro lugar, a Sociedade Brasileira ainda se perpetua em um ideário machista, oriundo da Antiguidade Patriarcal. O homem se sustém por essa idea geracional, completamente equivocada, de que, por nascer do sexo masculino desfruta de privilégios em detrimento do sexo oposto, o que fere a Constituição Federal Art 5º, que prevê igualdade à todos, sem distinção, perante a lei. Essa realidade pode ser observada na maiorida das fámilias brasileiras, onde a mulher é responsável, majoritariamente, por todo o trabalho de cuidar, com a justificativa de que, desde de seu nascimento, todas as atribuições de cuidado lhe são impostas automaticamente.
Ademais, não são somente as atividades domésticas determinadas por convenção social às mulheres, mas também o cuidado laboral remunerado. Porém, mesmo que sejam pagas, ainda são desvalorizadas monetariamente, visto que, os salários são irrisórios. Em consequência, essa minoria passa a ser marginalizada pelo Sistema Machista brasileiro, são privadas de um salário digno, sem tempo para si próprias, visto que, a maiorida das mulheres possuem jornada dupla, ou seja, trabalho fora e dentro de casa, o que acarreta a completa invisibilidade e falta de reconhecimento moral e econômico destas.
Portanto, o Governo Federal, que é responsável por garantir os direitos da população, deve promover o amparo dessas mulheres, fornecendo, por meio de verbas à Secretaria da Saúde, atendimento psicológico nas UBSs. Ademais, deve providenciar, em conjunto com os Sindicatos do trabalho de cuidado, reformulação nas condições trabalhistas a fim de um salário digno. Assim, há de se conseguir, de fato, a igualdade de todos os cidadãos, sem distinção de gênero. Assim as mulheres serão reconhecidas e vistas socioeconômicamente.