ENEM 2024 - Desafios para a valorização da herança africana no Brasil

Enviada em 11/10/2025

Segundo Gilberto Freyre, importante sociólogo brasileiro, a identidade nacional se constrói pela valorização das manifestações culturais e das tradições sociais. Contudo, a realidade da herança africana no Brasil mostra a fragilidade dessa valorização, marcada pela ineficácia do Estado e o silenciamento midiático.

Em primeiro lugar, o Estado contribui para a desvalorização das manifestações culturais de origem africana. Sob essa óptica, Émile Durkheim, renomado sociólogo francês, afirma que é dever do Estado gerenciar questões relacionadas ao progresso coletivo. Em contrapartida, o cenário atual contraria esse pensamento, devido à falta de investimento em políticas públicas que promovam o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas e incentivem a preservação de tradições de matriz africana, como o samba de roda, o maracatu e as religiões afrodescendentes. Logo, enquanto o poder público não atuar com essa medida, esse árduo panorama brasileiro não mudará.

Além disso, a falta de debates agrava o impasse em valorizar a contribuição africana para a formação cultural e social do país. Habermas — insigne sociólogo alemão — defende que a transformação social depende do diálogo. Contudo, esse princípio não é cumprido, visto que a mídia e as redes sociais raramente abordam o tema de forma educativa e crítica, o que perpetua estereótipos e preconceitos contra expressões culturais afro-brasileiras, limitando a reflexão crítica da população. Para enfrentar essa situação, é necessário promover debates públicos e ações de conscientização. Assim, o problema pode ser minimizado.

Portanto, é necessário que as escolas e universidades, com a ação de realizar projetos educativos e campanhas informativas nas redes sociais, com o objetivo de alcançar o maior público possível, de modo a orientar a sociedade sobre a importância da herança africana para a construção da identidade nacional e reduzir preconceitos históricos. Assim, o país avançaria no enfrentamento da problemática e consolidaria uma cultura mais justa, plural e representativa.