ENEM 2024 - Desafios para a valorização da herança africana no Brasil
Enviada em 04/11/2024
O filósofo Jim Morrison, em sua filosofia “quem controla a mídia controla a mente”, discorre a perspectiva de que a invisibilidade acerca da herança positiva dos afro-descendentes é de responsabilidade midiática. Infelizmente, tal conjuntura não se resume a filosofia proposta por Morrison, sendo a realidade marcada pela escravidão e pelos campos de concentração na história da descendência africana, sendo assim, resta apenas discutir o papel da mídia na propagação da herança positiva dos africanos no Brasil e as severas consequências da sua manipulação.
É imperioso avaliar, mormente, a intriseca relação entre a veiculação da herança cultural africana com a rede de comunicação de massa que possui a responsabilidade na propagação educacional e informacional. Nessa perspectiva, cabe avaliar a filosofia de Thomás Hobbes: “o homem é o lobo do homem”. Segundo o autor, a responsabilidade de um problema social é da própria sociedade, cujo o grupo social com maior autoridade deve trabalhar na resolução do problema. Infelizmente, as redes de veiculação de massa seguem a ideia contrária de tal pensamento, propagando a história antepassada africana de forma prejorativa e invisibilizando a valorização do cabelo crespo, das tranças afroafricanas e a genética da população afrodescendente que deve ser propagada com o intuito da sociedade valorizar e conhecer a herança africana.
Além disso, a obra “Cidadão de Papel” de Gilberto Dimenstein discorre que o Brasil possui um forte amparato legislativo, mas mantém-se restrito ao plano teórico. Sem embargo, o governo Federal deve implementar a história da genética cultural africana em todas as redes de ensino e supervisionar a legislação para proteger a propriedade cultural africana. Sendo assim, o conhecimento e a propagação massiva da história da herança na rede de ensino influencia a sua valorização.
Portanto, as medidas públicas governamentais realizadas pelo Governo Federal e a propagação midiática devem ser um dos meios para influenciar a valorização genética afro-descendente em prol dos alunos das redes de ensino não conhecer somente a história africana de forma prejorativa, cultivando assim a inclusão em sala de aula e no cotidiano da sociedade.